60 por cento dos jovens de sem antecedentes criminais Já violência policial A cada quatro pessoas mortas pela policia, três são Nas universidades Apenas 2 por cento dos são negros A cada quatro horas, um negro morre violentamente Em Paulo quem fala é Primo Preto, mais um sobrevivente
(Mano Brown) Minha é ruim... esvazia o lugar Eu tô em cima, eu tô afim... um pra atirar Eu sou bem pior do que você tá O aqui não tem dó... é 100 por cento veneno A faz bum, a segunda faz tá Eu tenho uma missão e não vou Meu estilo é pesado e faz o chão Minha palavra vale um tiro... eu muita munição Na queda ou na ascensão, atitude vai além E tem pro mal e pro bem Talvez eu seja um sádico, um anjo, um ou réu, um bandido do céu Malandro ou otário, sanguinário Franco se for necessário Revolucionário, insano ou e moderno, imortal Fronteira do céu com o Astral imprevisível, como um ataque no verso Violentamente pacífico, Vim pra sabotar seu Vim pra abalar seu sistema e sanguíneo Pra mim ainda é pouco... dá cachorro um... dia terrorista da periferia Uni-duni-tê, eu pra você Um rap ou uma rajada de Pt E a profecia se fez como depois de Cristo A fúria negra outra vez capítulo 4 versículo 3
(x2) no ar da puta, pá pá pá
(Ice Blue) Faz frio em São Paulo... pra mim tá bom Eu tô na rua de bombeta e Dim dim dom, rap é o som que emana do marrom E aí, o Guilherme Chama o Fader, o Dinho... e o Di Marquinho, o Éder, vamo aí Se os outros mano vem pela ordem bem melhor Quem é no bilhar, no dominó
(Mano Brown) Colou dois mano, um pra mim De jaco de cetim, de tênis, calça
(Ice Blue) Ei Brown, sai fora, nem vai, nem Não vale a pena dar nesse tipo aí à noite eu vi na beira do asfalto Tragando a morte, soprando a vida pro Ó os cara só o pó... pele e No fundo do poço, mó no bolso
(Mano Brown) Veja bem, é mais que ninguém Veja bem, veja bem, e eles são nossos irmãos
(Ice Blue) Mar de cocaína e crack, e conhaque Os mano morre rapidinho sem lugar de
(Mano Brown) Mas quem sou eu pra falar de quem ou quem fuma? Nem dá... te dei porra nenhuma Você o que vem... entope o nariz Bebe tudo o que vê... faça o diabo Você vai tipo o outro mano lá Que era um preto tipo A... ninguém tava Mó de calça Calvin Klein, tênis Puma Um jeito humilde de ser no trampo e no Curtia um funk, uma bola Buscava a preta dele no da escola Exemplo pra nóis... mó moral, mó Mas começou a colar com os do shopping Ai já era... Ih, mano, vida, outro pique Só mina de elite, balada, vários Puta de butique, toda porra sem limite, Sodoma e Gomorra Hãn, faz uns nove Tem uns quinze dias eu vi o mano Cê tem que ver... pedindo cigarro tiozinho no ponto Dente tudo zuado, bolso sem nenhum O cheira mal, as tias sente medo Muito louco de sei lá o que logo Agora não oferece perigo Viciado, doente, fudido... Um dia um Pm negro veio E disse pra eu me pôr no meu Eu vejo um mano condições, não dá Será assim que eu deveria Irmão, o fode tudo ao seu redor Pelo rádio, jornal, revista e Te dinheiro, conversa com calma Contamina seu caráter, rouba sua Depois te joga na merda um preto tipo A num neguinho Minha alivia sua dor Ilumina alma, louvado seja o meu senhor Que deixa o mano aqui desandar E nem o dedo em nenhum pilantra Mas que nenhum da puta ignore a minha lei Racionais 4 versículo 3
(x2) no ar da puta, pá pá pá
(Edi Rock) Quatro se passaram e ninguém viu O que nasceu em algum lugar do Brasil o mano que trampa debaixo do carro sujo de óleo Que enquadra o carro na febre com o sangue nos olhos O mano que envelope o dia inteiro no sol Ou o que vende chocolate de em farol Talvez o cara que defende o no tribunal Ou o que procura vida nova na Alguém no quarto de madeira, lendo à luz de Ouvindo rádio velho, no fundo de uma Ou o da família real de como eu sou Um príncipe que defende o gol
(Mano Brown) E eu não mudo, mas eu não me Os cu de burro têm, eu sei de tudo Em troca de e um carro bom Tem mano que rebola e usa batom Vários patrícios falam pra todo mundo rir Haha, pra ver aplaudir É, na sua tem fulano até pior Cada um, cada um... se sente só Tem mano que te aponta uma e fala sério Explode sua por um toca-fita velho Click plau plau e acabou Sem dó e sem dor, sua cor o sangue com a camisa e manda se fuder Você sabe por que, pra onde vai, pra Vai de bar em bar, de em esquina Pega cinquenta conto, troca por E fim o filme pra você A bala não é de festim, aqui tem dublê Para os mano da baixada fluminense à Eu sei, as ruas não são a Disneylândia De Guaianases ao sul de Santo Amaro Ser um preto tipo A caro É foda... Foda é assistir a e ver dá pra ter aquilo pra você Playboy de brinco, um trouxa Roubado dentro do carro na Rebouças Correntinha das moça, as de bolsa Dinheiro... não tive pai sou herdeiro Se eu fosse cara que se humilha no sinal Por menos de um real, chance era pouca Mas se eu fosse muleque de touca Que e enfia o cano dentro da sua boca De quebrada, sem roupa, você e sua Um dois, nem me viu... já na neblina Mas não... permaneço vivo, a mística Vinte e sete anos a estatística Seu comercial de Tv não me Eu não de status nem fama Seu carro e sua já não me seduz E nem a sua de olhos azuis Eu sou apenas um rapaz latino Apoiado por mais de cinquenta mil colateral que o seu sistema fez Racionais 4 versículo 3