60 por dos jovens de periferia sem antecedentes criminais Já violência policial A cada quatro pessoas pela policia, três são negras Nas universidades Apenas 2 por dos alunos são negros A cada quatro horas, um jovem morre violentamente Em São quem fala é Primo Preto, mais um sobrevivente
(Mano Brown) Minha intenção é ruim... esvazia o Eu tô em cima, eu tô afim... um dois pra Eu sou bem pior do que você tá O preto aqui tem dó... é 100 por cento veneno A faz bum, a segunda faz tá Eu tenho uma missão e não vou Meu estilo é pesado e faz tremer o Minha palavra um tiro... eu tenho muita munição Na queda ou na ascensão, atitude vai além E tem pro mal e pro bem Talvez eu seja um sádico, um anjo, um ou réu, um bandido do céu Malandro ou otário, quase Franco atirador se for Revolucionário, insano ou e moderno, imortal Fronteira do céu com o imprevisível, como um ataque cardíaco no verso Violentamente pacífico, Vim pra sabotar seu Vim pra abalar seu sistema e sanguíneo Pra mim ainda é pouco... dá louco um... dia terrorista da periferia Uni-duni-tê, eu tenho pra Um rap venenoso ou uma de Pt E a se fez como previsto depois de Cristo A fúria negra outra vez Racionais 4 versículo 3
(x2) no ar da puta, pá pá pá
(Ice Blue) Faz frio em São Paulo... pra mim tá bom Eu tô na rua de bombeta e Dim dim dom, rap é o som que do Opala marrom E aí, chama o Chama o Fader, o Dinho... e o Di Marquinho, chama o Éder, aí Se os outros mano vem pela tudo bem melhor é quem no bilhar, no dominó
(Mano Brown) Colou mano, um acenou pra mim De jaco de cetim, de tênis, calça
(Ice Blue) Ei Brown, sai fora, nem vai, nem Não vale a pena dar nesse tipo aí à noite eu vi na beira do asfalto Tragando a morte, soprando a vida pro Ó os cara só o pó... pele e No do poço, mó flagrante no bolso
(Mano Brown) bem, ninguém é mais que ninguém Veja bem, veja bem, e eles são nossos irmãos
(Ice Blue) Mar de e crack, uísque e conhaque Os morre rapidinho sem lugar de destaque
(Mano Brown) Mas sou eu pra falar de quem cheira ou quem fuma? Nem dá... nunca te dei porra fuma o que vem... entope o nariz Bebe tudo o que vê... faça o diabo vai terminar tipo o outro mano lá Que era um preto A... ninguém tava numa Mó de calça Calvin Klein, tênis Puma Um jeito humilde de ser no e no rolê Curtia um funk, jogava uma Buscava a preta dele no portão da Exemplo pra nóis... mó moral, mó Mas começou a com os branquinho do shopping Ai já era... Ih, mano, outra vida, pique Só de elite, balada, vários drinques Puta de butique, toda aquela Sexo sem limite, Sodoma e Hãn, faz uns anos Tem uns quinze dias atrás eu vi o Cê tem que ver... cigarro pros tiozinho no ponto tudo zuado, bolso sem nenhum conto O cara cheira mal, as tias sente louco de sei lá o que logo cedo Agora não oferece perigo Viciado, doente, fudido... Um dia um Pm negro embaçar E disse pra eu me no meu lugar Eu vejo um nessas condições, não dá Será que eu deveria estar? Irmão, o demônio fode tudo ao seu rádio, jornal, revista e outdoor Te oferece dinheiro, com calma Contamina seu caráter, rouba sua Depois te joga na sozinho Transforma um preto tipo A num Minha palavra sua dor Ilumina minha alma, louvado seja o meu Que não deixa o mano desandar E nem senta o em nenhum pilantra Mas que filha da puta ignore a minha lei capítulo 4 versículo 3
(x2) no ar da puta, pá pá pá
(Edi Rock) Quatro se passaram e ninguém viu O monstro que nasceu em algum lugar do Talvez o mano que debaixo do carro sujo de óleo Que enquadra o carro na febre com o sangue nos olhos O mano que envelope o dia inteiro no sol Ou o que vende de farol em farol Talvez o que defende o pobre no tribunal Ou o que procura nova na condicional Alguém no quarto de madeira, à luz de vela Ouvindo rádio velho, no fundo de uma Ou o da família de negro como eu sou Um príncipe que defende o gol
(Mano Brown) E eu mudo, mas eu não me iludo Os mano cu de têm, eu sei de tudo Em troca de e um carro bom Tem mano que e usa até batom patrícios falam merda pra todo mundo rir Haha, pra ver aplaudir É, na sua área tem até pior Cada um, cada um... você se só Tem mano que te aponta uma pistola e sério Explode sua cara por um toca-fita Click plau plau plau e Sem dó e sem dor, sua cor o sangue com a camisa e manda se fuder Você sabe por que, pra onde vai, pra Vai de bar em bar, de esquina em cinquenta conto, troca por cocaína E fim o filme pra você A bala não é de festim, não tem dublê Para os mano da baixada fluminense à Eu sei, as ruas são como a Disneylândia De ao extremo sul de Santo Amaro Ser um preto tipo A custa É foda... Foda é assistir a e ver Não dá pra ter aquilo pra Playboy forgado de brinco, um Roubado do carro na Avenida Rebouças Correntinha das moça, as madame de Dinheiro... não tive pai sou herdeiro Se eu fosse aquele cara que se humilha no Por de um real, minha chance era pouca Mas se eu fosse aquele de touca Que engatilha e enfia o cano dentro da sua De quebrada, sem roupa, você e sua Um dois, nem me viu... já na neblina Mas não... permaneço vivo, prossigo a Vinte e sete anos a estatística Seu comercial de Tv me engana Eu não de status nem fama Seu carro e sua grana já não me E nem a sua de olhos azuis Eu sou apenas um latino americano Apoiado por mais de mil manos Efeito colateral que o seu fez Racionais 4 versículo 3